Eu juro que não planejei isso.
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Sou o retrato da dor e do desamparo. E como se possível, o que já doía agora dói mais. Não é algo que eu possa traduzir em palavras, ou mostrar em gestos. Só posso esperar que esse gás corrosivo queime logo. Mesmo queimando tudo em volta junto.
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Meu peito ardente grita por paz e, principalmente amor. Vai contra tudo lógico e planejado e clama desesperadamente por alguém e, principalmente, amor. Mas aí eu não sei se ele quer alguém novo, ou que alguém volte..
Aí o tolinho se lembra que poucas coisas vão conforme sua vontade, que ele está imerso em um mar de tristeza. Lembra-se que está sem forças, até mesmo pra continuar apanhando.
De tão desesperado que está, planeja deixar de lado seu orgulho e ir lá, implorar por carinho. BUM! Mais uma dose de realidade: não adianta. Não é ele que o outro peito quer, não é a ele.
E o meu peito machucado volta à indiferença em relação ao amor, à vida, a si mesmo.
Afinal, tudo isso fora só um momento de devaneio.
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"Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira."
Há Tempos - Legião Urbana
18/10/2009
23:26
se nada buscas, me encontras.