Eu diria que estou vazia,
Daria vários motivos para disto me convencer.
Encontraria as mais diversas maneiras para fazê-lo.
Mas não consigo.
O fel transbordante na minha boca
Recorda-me da insistente verdade:
Estou amarga.
Tão amarga que me foge a lembrança de qualquer doçura.
E o que me irrita é
Eu não saber a causa desse mal, conscientemente.
Porque sinto o motivo, os motivos, pululando cá dentro, clamando por redenção
E quando tento resgatá-los, como óleo quente eles me queimam enquanto me escorrem pelos dedos.
E as feridas que me abriram,
E as úlceras que sucederam,
Tornam-se delicadas, macias e amigas,
Quando tenho que enfrentar o mundo lá fora.
Daria vários motivos para disto me convencer.
Encontraria as mais diversas maneiras para fazê-lo.
Mas não consigo.
O fel transbordante na minha boca
Recorda-me da insistente verdade:
Estou amarga.
Tão amarga que me foge a lembrança de qualquer doçura.
E o que me irrita é
Eu não saber a causa desse mal, conscientemente.
Porque sinto o motivo, os motivos, pululando cá dentro, clamando por redenção
E quando tento resgatá-los, como óleo quente eles me queimam enquanto me escorrem pelos dedos.
E as feridas que me abriram,
E as úlceras que sucederam,
Tornam-se delicadas, macias e amigas,
Quando tenho que enfrentar o mundo lá fora.