Gosto de me ver assim. Olhos negros, cabelo bagunçado, jeito sarcástico. Um ar de sensualidade mesclado a realidade, e até mesmo tristeza. Gosto de ver que está visível o paradoxo que sou: essa coisa densa mas ao mesmo tempo volátil, a meiguice na selvageria, o espanto na conformidade, a tristeza na felicidade. É engraçada essa minha auto-(não)definição. Engraçada e estranha como a maioria das coisas relacionadas a mim. Porém, já se passaram anos e anos e ela foi a única coisa que permaneceu. Essa minha certeza - que sempre muda – de que sou tudo aquilo que não sou. É simples assim. Ser cada vez mais volúvel e firmar e afirmar mais ainda o que sou. Mesmo não tendo nenhuma ou toda noção do que isso seja.
se nada buscas, me encontras.