Sou o Sol. És a Lua. És frígida de começo. És quente de fim. Sou quente, quente. Te esquento quando te afago, quando te amo, quando te completo. Quando me completas. E, preciso dizer, fiquei secretamente feliz por ver quão bem nossos corpos se encaixaram, tão bem quanto nossas mãos, quanto nossos desejos. Por fim, te peço, ó Lua amada, que não deixes nunca de brilhar no céu. Mesmo que eu esteja longe e não puder te tocar, estarei sempre te iluminando, zelando por ti. Não deixes nunca de brilhar no céu. Se o fizeres, sei que não há motivos pra brilhar sozinho e quente. Se não houver o azul da noite, de que adianta o amarelo do dia? De nada, minha Lua amada, de nada.
se nada buscas, me encontras.