se nada buscas, me encontras.

Perneta

O Pato andava triste, cabisbaixo. Tinha machucado uma de suas patas:
Ia caminhando alegre, saltitando - ou qualquer coisa parecida possível a um pato, sorridente - sem dentes, saudando a vida; em suma, feliz.
É que a Pata tinha para ele sorrido. Digo, tinha o sorrido. E ele andava todo e todo.
Mas não é que é, que Pato não nasceu para sorrir?

Belo dia, enquanto bobo imaginava, pensava e repensava na pata, viu a Pata rebolando ao lado de outras três patas. O quarteto vinha que vinha acompanhando, sustentando o Cavalo.

Daí que o Pato não via mais beleza e cor na vida. Sem sua Pata sequer em continuar a andar. Sem sua pata nem queria mais amar.

E, enquanto com suas lágrimas enchia o lago, com seu coração invejava todas as Patas do jumento do Cavalo.
Triste, cabisbaixo, nadava afogando as patas, abraçando as mágoas, sendo um pato amarelão.

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