se nada buscas, me encontras.

It was meant to be

Coloco-a na cama, deitada, pedindo por mim. Transpirando desejo e sussurrando vontades. Seus olhos eram doces e fixos em meu rosto.
Depois de tantos outros suaves e urgentes, dei o primeiro beijo em seu ombro esquerdo. Minhas mãos, inexplicavelmente tranquilas, sentiam seus pêlos eriçarem gradativamente na sua pele, agora quente. Quanto toquei sua barriga, senti-a murchar automaticamente em um arrepio de prazer.
Seu corpo amolecia embaixo do meu, e, com o meu segundo beijo em seu colo, remexia-se levemente. Ele clamava por mim.
O intervalo entre esse e o anterior a apressava, pois esperava aflita o terceiro beijo. Depois de tanto tempo, não era só vontade. Toda a necessidade reprimida rebeleva-se e gritava inaudível quão grande ela era.
Só podia-se ouvir a sua respiração urgente e a minha calma, falsamente paciente.
O terceiro beijo veio sobrevindo de um frenesi descomunal. Os trinta ou talvez quarenta segundos que se passaram eram por demais torturantes, ainda que inexplicavelmente satisfatórios e estimulantes.

Esperamos tempo demais e você me prometera que não dormiríamos.

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