Quero acordar numa manhã de domingo, que por ser de domingo tem todas aquelas características domingais aborrecentes, e vê-la transformada pela visão de você quase-acordando.
E levantar. Fazer um café bem forte, torcendo pra que você ainda não tenha acordado completamente, e levá-lo a nossa cama.
Você iria me receber com um sorriso lindo, daqueles que só aparecem em manhãs de domingo quando te levo café, com a voz grogue dizer 'Linda' e bebericá-lo em goles bem pequenos.
Quando você terminasse, eu levaria a xícara para a cozinha. Na volta, beijaria seu filho como se fosse meu e sentiria amor por ele como se ele fosse parte minha. E ele seria.
No restante do caminho pro nosso quarto, eu diminuiria o passo, só para aumentar em mim o frio na barriga de te ver mais uma vez. (Porque, sinceramente, sei que as borboletas nunca se acalmarão.) À medida que sua imagem viesse à tona, todo pêlo meu se eriçaria e eu, mole, encostada na parede, assistiria à cena de você se espreguiçando.
Quero acordar numa manhã de segunda e saber que vou te rever nas terças e nas outras feiras, sábados, domingos e feriados.
se nada buscas, me encontras.