Eu tinha começado a escrever meu exorcismo pessoal. Iria evocar tudo nosso pra que ele pudesse se transformar numa memória distante, pra que eu pudesse ter controle sobre isso. Eu me forçaria a abandonar algo que eu considerava perfeito, o ápice de felicidade.
Mas você conseguiu transformar tudo que eu tinha de bonito em rancor. Em ódio. Em tristeza. E agora, as horas que passamos abraçados se tornaram detestáveis, e seu rosto me inspira raiva. Sua voz me inspira desespero, e seu cheiro, nojo. Todos os bons pensamentos que eu tinha pra você se foram, e o que mais quero é poder livrar minha vida totalmente de você. É não precisar mais pensar em você. É ser única e simplesmente minha.
E quando eu for muito feliz e ter tudo que eu sempre quis, eu não vou lembrar de você e te desejar o mesmo. Eu não vou.