Depois de Wilde, a gente fica morrendo de vontade de filosofar, de falar do amor ou de coisas menos triviais. Eu, pelo menos, ando morrendo de vontade de falar do amor. De evocar o amor, de exaltar o amor, de amar o amor.
Mas, me sinto tão mínima pra poder falar dele. Tão descartável e inútil para evocá-lo. Tão hipócrita para exaltá-lo.
Na verdade, só me sinto uma amante completa. Com vontade louca, ou seja, suficiente, para amá-lo.
Independente de tudo, o sou por inteira. Exalo amor.
Só que, perdão!, não ouso dele falar.
Basil pode encontrar um jeito melhor de pintá-lo; Harry, alguma forma para invalidá-lo.
Só Gray que não.
Tudo bem, ainda não li todo seu Retrato, mesmo assim, até onde o vivi, Dorian Gray é o amor.
Lindo demais para dele falar.
Perdão. Ele é apaixonante demais.
Não é que eu seja Dorian. Só sou o amor.
se nada buscas, me encontras.