se nada buscas, me encontras.

Que pena nossos caminhos terem se cruzado tão na hora errada.
Nem sei mais quantas vezes você me disse que as coisas não deveriam ser tão difíceis e eu, a nossa esperança, contornava essa dificuldade e crente de que as coisas mudariam, acreditava que logo menos voltaríamos a viver nosso conto de fadas. Ainda mais dessa última vez. A esperança tinha voltado, o cheiro de felicidade também, as borboletas também.
Mas coisas que nunca existiram não podiam voltar. Sua cicatriz, sempre aberta, a impedia de crer, de acreditar, de confiar. A minha ingenuidade não ajudava e os erros sempre se tornavam maiores do que realmente eram.


E mesmo assim eu passei por cima de tantas coisas, e sei que você também o fez. Eu tentei tanto, eu briguei tanto, eu quis tanto. Eu queria tanto. Eu quero tanto.


Mas depois de tantos machucados, não temos escolha. Perdemos o controle e deixamos o amor escapar pelas mãos como areia seca. E com ele perdemos mais coisas.
Tenho que ver a Amorinha, o Ben, a Anita irem embora cabisbaixos: a primeira emburrada com um bico enorme, o segundo triste e magoado, a terceira segue os irmãozinhos sem entender muito bem o que acontece. Tenho que ter a mão direita tão nua como nunca. Tenho que dormir sozinha e torcer pra o cobertor esquentar o outro lado da cama, pra eu poder me enganar um pouquinho e conseguir dormir. Tenho que me proibir de esperar mensagens de bom dia e de declarações. Tenho que me recriminar por pensar em você. Tenho que me policiar pra não a culpar por me deixar. Tenho que tentar não ficar brava com a sua limitação.
Meu deus, tenho que deixar de amá-la!


Sabe o quanto isso é impossível?










Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,

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